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Auto estima ou autoestima: qual a forma correta de escrever

· 5 min de leitura · Bem-estar

A forma correta é autoestima, escrita junto

Entre auto estima ou autoestima, apenas uma grafia está correta: autoestima, tudo junto, sem hífen e sem espaço. Vale para o substantivo em qualquer contexto, inclusive na expressão baixa autoestima.

A dúvida não é falta de atenção. Até 2008, a forma oficial no Brasil era auto-estima, com hífen. O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa passou a vigorar em 2009 e se tornou obrigatório em provas, concursos e documentos oficiais em 2016. Quem estudou antes disso aprendeu a versão antiga, e ela continua circulando em livros e sites mais velhos.

Já a escrita separada nunca foi correta. Auto não é uma palavra independente nesse caso: é um prefixo de origem grega que significa "de si mesmo", "por si próprio". Sozinho, não forma sentido ao lado de estima.

Por que autoestima se escreve junto

A regra atual é objetiva. Prefixos como auto, semi, extra, infra e contra se ligam diretamente ao segundo elemento quando esse elemento começa por vogal diferente da que termina o prefixo.

Auto termina em O. Estima começa em E. São vogais diferentes, então não há hífen: autoestima. O mesmo raciocínio explica todo o grupo de palavras formadas com esse prefixo.

Não existe forma alternativa tolerada. Escrever autoestima com hífen é erro ortográfico, do mesmo tipo que escrever autoescola com hífen.

Quando usar e quando não usar hífen

Com o prefixo auto, o hífen sobrevive em dois casos: quando o segundo elemento começa por H e quando começa pela mesma vogal que encerra o prefixo. Fora dessas duas situações, escreve-se junto. E se o segundo elemento começa por R ou S, essa consoante dobra.

PalavraForma corretaHífen
auto + estimaautoestimaNão
auto + ajudaautoajudaNão
auto + retratoautorretratoNão
auto + hipnoseauto-hipnoseSim
auto + observaçãoauto-observaçãoSim

Vale guardar as três situações em que o hífen simplesmente cai, porque cobrem a maioria das dúvidas do dia a dia:

Outras dúvidas de escrita do mesmo grupo

Palavras que perderam o hífen

O dia a dia se escreve sem hífen desde a reforma, tanto no sentido de rotina quanto na locução. O pôr do sol segue a mesma lógica: pôr leva acento circunflexo porque é verbo, e não há hífen algum. Já bem-vindo mantém o hífen, sem exceção.

Palavras confundidas pelo som

Às vezes leva crase sempre que significa "de tempo em tempo". A forma sem acento aparece só quando vezes é objeto da frase: contei as vezes em que acordei à noite. A fim de indica finalidade; afim, escrito junto, quer dizer semelhante.

Vim é passado: vim à consulta na semana passada. Vir é infinitivo: preciso vir outra vez. E aterrissar e aterrizar estão as duas registradas no vocabulário oficial, com a primeira bem mais usada no Brasil.

Como definir autoestima

Autoestima é o juízo de valor que uma pessoa faz sobre si mesma. Não é o humor do dia nem a confiança de um momento específico. É uma avaliação relativamente estável sobre o próprio valor, e é justamente essa estabilidade que a torna difícil de mudar por argumento.

Por isso a expressão baixa autoestima descreve algo mais persistente que uma decepção. Uma pessoa pode reconhecer, no plano racional, que fez um bom trabalho, e ao mesmo tempo não sentir esse valor como seu.

Essa diferença importa na prática clínica. Um sentimento passageiro se dissolve em alguns dias. Um juízo consolidado sobre si mesmo tende a reaparecer em contextos diversos: trabalho, relações, corpo, dinheiro.

Baixa autoestima, ansiedade e fobias

No consultório, autoestima quase nunca chega como queixa principal. Ela aparece por trás de outra coisa: crises de ansiedade antes de reuniões, desconforto intenso em situações sociais, compulsão alimentar no fim do dia, medo de falar em público.

Sinais que costumam aparecer juntos

Quem chega falando de ansiedade em apresentações muitas vezes não teme a plateia. Teme o que acredita que a plateia vai confirmar sobre ele.

O que o trabalho com hipnoterapia faz nesse ponto

A hipnoterapia clínica usa estados de atenção focada para trabalhar a resposta automática que se dispara nessas situações. O objetivo não é substituir o juízo negativo por uma frase positiva, e sim reduzir a força com que ele se ativa e ampliar o repertório de resposta.

É um trabalho gradual, feito em sessões sucessivas, com tarefas entre elas. A duração varia conforme o quadro e o histórico, e costuma ser medida em semanas ou meses, não em uma única sessão. Nenhum profissional sério prevê o resultado antes de conhecer o caso.

Se você reconhece esse padrão — a mesma avaliação sobre si mesmo reaparecendo antes de cada crise —, uma avaliação inicial serve para mapear o que dispara o quadro e definir se a hipnoterapia é indicada no seu caso.

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Limites do trabalho e quando procurar um médico

Baixa autoestima não é diagnóstico. É uma descrição do que a pessoa sente sobre si, e pode acompanhar quadros diferentes, de ansiedade generalizada a depressão. A distinção é clínica e precisa ser feita caso a caso.

Quadros depressivos, ideação suicida, sintomas físicos sem explicação e uso de medicação psiquiátrica exigem acompanhamento médico. A hipnoterapia não substitui tratamento médico nem psiquiátrico, e nenhuma medicação deve ser reduzida ou interrompida sem o médico que a prescreveu. Na AnFerr Hipnoterapia, casos assim são conduzidos em paralelo ao acompanhamento já existente, nunca no lugar dele.

Sobre a escrita, a conclusão é curta: autoestima, junto, sem hífen. E, sobre o conteúdo da palavra, vale a mesma economia — descreve um juízo antigo sobre si mesmo, que muda com trabalho e tempo, não com uma frase de efeito.

Perguntas frequentes

Qual o correto: auto estima, autoestima ou auto-estima?
O correto é autoestima, tudo junto. A forma com hífen, auto-estima, era a oficial até 2008 e foi substituída pelo Acordo Ortográfico, em vigor no Brasil desde 2009. A escrita separada, auto estima, nunca foi correta, porque auto é prefixo e não palavra independente.
Por que autoestima se escreve junto?
Porque o prefixo auto termina em O e estima começa em E. Quando as vogais são diferentes, prefixo e segundo elemento se unem sem hífen. A mesma regra vale para autoajuda, autoimagem e autoescola.
Autoestima tem hífen em algum caso?
Não. Não existe contexto em que autoestima leve hífen. Com o prefixo auto, o hífen só permanece quando o segundo elemento começa por H, como em auto-hipnose, ou pela mesma vogal do prefixo, como em auto-observação.
Baixa autoestima é um diagnóstico?
Não. É a descrição de um juízo persistente que a pessoa faz sobre o próprio valor. Ela pode acompanhar quadros distintos, como ansiedade, fobia social ou depressão, e cada um pede uma conduta diferente. Quando há suspeita de quadro depressivo ou uso de medicação, a avaliação médica vem primeiro.
Quantas sessões são necessárias para trabalhar autoestima?
Não há número fixo. O trabalho é feito em sessões sucessivas, com tarefas entre elas, e a duração depende do quadro, do histórico e da frequência dos sintomas. Na prática, costuma se estender por semanas ou meses. Qualquer promessa de resultado em uma sessão deve ser tratada com desconfiança.
Como saber quando usar e quando não usar hífen com prefixos?
A regra geral: use hífen quando o segundo elemento começa por H ou pela mesma vogal que termina o prefixo. Escreva junto quando a vogal é diferente ou quando começa por consoante comum. Se começa por R ou S, a consoante dobra, como em autorretrato e autossuficiente.

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